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“A E I O U” Vem Criança Vem Jogar

Rio de Janeiro – Grupo Igualdade Capoeira e o Projeto: “A E I O U” vem criança vem jogar

Porque cada ação… cada atitude… cada pessoa que tocamos, direta ou indiretamente, acaba por retribuir como uma onda, única, incondicional e avassaladora… na nossa vida, tudo volta…”

O Igualdade Capoeira inaugurou em abril o seu novo projeto “Capoeira para crianças e adolescentes” em Brás de Pina sobre a direção da professora Serena Michele.

No início pode parecer estranho que bebes a partir de dois anos façam uma arte tão complexa como a capoeira. Serena, formado em serviço social pela PUC-Rio, explica que a capoeira tem justamente o objetivo de colaborar na formação das crianças: “A Capoeira para bebes tem o objetivo de trabalhar a coordenação motora, socialização, integração, noção de espaço, autocontrole, ritmo e muito mais”.

As aulas não se limitam apenas as atividades físicas. Há também um pouco de história da cultura afro-brasileira. Com o passar das aulas a professora junto com os pais começo a detetar algumas mudanças positivas nos alunos. Como é o caso de Anthony. O garoto era tímido e desconfiado, quando começou a participar das aulas melhorou sua comunicação e integração social.

O Espaço foi cedido pela irmã da professora Serena e o projeto passa por algumas dificuldades estruturais: Faltam tatames, instrumentos e outros materiais didáticos que ajudariam nas aulas.

 

Fica aqui a chamada e um apelo para que esta onda esta ação toque os tambores do seu coração… venha fazer parte desta ação!!!

Visite: http://grupoigualdadecapoeira.blogspot.com.br/

Capoeira ensina sobre respeito e pode afastar jovens do crime

Igualdade. Inclusão. Respeito. Disciplina. Conceitos necessários para qualquer esporte. Mas, quando se trata de aulas de capoeira e boxe chinês, todos os dias, no bairro Messejana, os ideais viram realidade e podem mostrar outros caminhos, inclusive, quem sabe, para os 85 meninos da área que cometeram atos infracionais este ano. O mestre David dos Santos Barbosa, 33, dedica todas as suas noites para as aulas de capoeira.

A iniciativa, que acontece desde 1998, já desfez barreiras geográficas do tráfico de drogas e, para David, a adrenalina e o desafio dos saltos podem substituir muitos dos prazeres dos entorpecentes. “Quando você entra em um ambiente desses encontra amigos e o berimbau te deixa em êxtase”, convida.

Achar ajuda é difícil, e os olhos fechados do poder público para a periferia tornam a transformação social que previne o crime ainda mais rara. De acordo com o mestre de capoeira, a realidade da periferia não é conhecida pela maior parte da sociedade, o que instiga à atual insegurança. “Por isso, os testemunhos de quem já esteve no meio do furacão, do crime, são importantes. Eles mostram como saíram e mostram que a capoeira pode ser um dos caminhos”, acredita.

Adriano Alves, 17, sabe dos benefícios que as aulas trazem. “Além de ser uma boa atividade física, ajuda a desenvolver a parte social da gente, porque tem a inclusão. E ainda é um lugar para se divertir”. Sobre as dificuldades da adolescência, principalmente se a criminalidade estiver por perto, oferecendo o que não se pode ter com tanta facilidade, Adriano diz que a capoeira vai além. “A prática da capoeira te tira disso, te dá outro foco”. (Sara Oliveira)

 

Saiba mais

Bairros com maior incidência de atos infracionais (2015)

Bom Jardim (113)

Messejana (81)

Pirambu (74)

Vicente Pinzon (70)

Centro (46)

FONTE: Relatório da Unidade de Recepção Luiz Barros Montenegro/STDS, para onde são levados todos os jovens de 12 a 18 anos apreendidos em Fortaleza.

http://www.opovo.com.br/

Programa antidrogas da PM promove atividades com pais e filhos

Apresentação de capoeira entreteve crianças e adultos no Parque da Cidade

Em tempos de discussão sobre redução da maioridade penal e aumento da violência, os jovens são preocupação constante de pais e autoridades. Visando   evitar que crianças e adolescentes se envolvam com drogas, o Programa Educacional de Resistência (Proerd) da Polícia Militar, em parceria com Secretaria de Justiça (Sejus), fez evento no Parque da Cidade para conscientizar e entreter as famílias.

Durante a manhã de ontem, no estacionamento 10, houve atrações como caminhada, jogos de capoeira, slackline, aulas de zumba e ensaio de uma ala de escola de samba. “O objetivo é envolver a comunidade e chamar atenção para a prevenção contra os narcóticos”, explica o sargento Leandro José. “A ideia era criar um encontro atrativo para os vários públicos atendidos, incluindo pais e crianças até o 7º ano”, completa.

O militar lembra que a metodologia do Proerd envolve conscientizar os jovens na hora de tomar   decisões. “Tratamos de orientar as crianças para não se afastarem dos pais”, exemplifica José. Para ele, o importante é evitar a ociosidade.

Desde 1992

Popularizados junto ao programa desde 1992 – ano em que foi criado –, os mascotes tanto da polícia quanto do Proerd estiveram presentes. O lobo-guará e o leão  cumprimentaram crianças, acenaram de cima de um furgão e dançaram ao som  da música-tema. “Proerd é o programa. Proerd é a solução. Lutando contra as drogas. Ensinando a dizer ‘não’”, cantaram.

As pequenas Beatriz,   10 anos, e Sofia,   2, gostaram das fantasias e se divertiram ao lado dos pais, o eletricista Guilherme Luis de Souza,   35 anos, e a governanta executiva Francineide Carneiro,   33. “Acho excelente esse trabalho de prevenção, até porque temos muitos exemplos ruins onde moramos, em Santa Maria”, diz o pai.

Para a mãe, é importante fazer a caminhada e distrair a família no fim de semana, com atividades educativas, mas é indispensável comentar sobre o assunto em casa: “Mostramos coisas que vemos todos os dias. Eles ficam chocados e não querem entrar para essa vida”.

 
Motivação para trilhar um bom caminho
 
O cabo da Polícia Militar Iracildo Sena Martins, também conhecido como mestre Pezão, é instrutor do Proerd e estima atender a mais de 1,8 mil garotos e garotas, entre aulas de capoeira e o programa de prevenção às drogas. Ele acredita ser necessário manter os jovens motivados a progredir na vida. “A gente trabalha para que eles não parem de estudar e façam curso superior. Tudo para evitar que fiquem nas ruas”, ressalta.
 
Segundo o cabo Martins, o principal é elevar a autoestima dos meninos e mostrar a realidade que pode ser alcançada caso se empenhem. “Fazemos umas viagens, e como tem gente que nunca sequer saiu de casa, eles querem participar. Mas, para ir conosco, não pode beber ou parar de estudar”, explica.
 
atrações
 
O mestre deu aulas em um tatame cedido pela PMDF e apresentou, junto aos alunos, jogos de capoeira com temática indígena. Ao longo da manhã e no início da tarde, ainda houve aulas de zumba e distribuição de brindes.
 

 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Capoterapia para terceira idade utiliza o lúdico da capoeira como terapia

Atividade chega ao Riacho Fundo II para incentivar os idosos a praticarem o esporte que proporciona o bem estar físico e mental

Você já ouviu falar em Capoterapia? O Revista Brasília desta sexta-feira (27) conversou com o idealizador do projeto Mestre Gilvan. Ele conta que o grande desafio é tirar o idoso de casa e com esta luta brasileira, que reúne musicalidade e cantiga de roda. Segundo o mestre Gilvan a capoterapia é diferente da capoeira tradicional porque não tem voto de capoeira.
 
Confira também: Projeto oferece gratuitamente aulas de capoeira para a terceira idade
 
As atividades acontecem no Riacho Fundo, todas as quarta-feiras, às 16h30, com a proposta de implantação de 100 núcleo de capoterapia em todo o Distrito Federal. Atualmente, vários hospitais, CAPS e clínicas estão utilizando a capoterapia, para ajudar na recuperação de pessoas. Interessados podem obter mais informações pelo telefone (61) 3475-2511.
 
Confira as informações sobre a Capoterapia com o mestre Gilvan, nesta entrevista ao programa Revista Brasília, no ar de segunda a sexta-feira, às 10h, na Rádio Nacional de Brasília, com o jornalista Miguelzinho Martins.

Produtor: joana Darc Lima
 
Fonte: http://radios.ebc.com.br/
 
Mais Informações: http://www.capoterapia.com.br/ 

Arte da capoeira une brasileiros e alemães em Colônia

Nos últimos anos a capoeira vem se espalhando pelo mundo. Na Alemanha, um dos pólos dessa arte é a cidade de Colônia. Conheça histórias de brasileiros e alemães que têm em comum a paixão pela luta afrobrasileira.

Esse é um dos mais recentes encontros entre dois patrimônios da humanidade, um material, outro imaterial. A Catedral de Colônia, uma igreja gótica de quase 800 anos foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade em 1996. E a roda de capoeira, tradição afrobrasileira, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2014. De fato, a expressão cultural brasileira vem conquistando o mundo, 71 países têm rodas de capoeira registradas oficialmente.

Desde o século 16, escravos de origem africana foram forçados a atravessar o oceano em direção ao Brasil. Da resistência à escravidão surgiram diversas manifestações culturais, entre elas, as rodas de capoeira, que por séculos foram perseguidas e condenadas.

 

Colônia tem pelo menos 10 grupos ativos de capoeira

Agora, essa arte atravessa espontâneamente o atlântico no sentido inverso e conquista adeptos no velho continente. Nos últimos anos, a prática tem ganhado cada vez mais espaço na Alemanha, sobretudo em Colônia, cidade com uma das maiores comunidades de brasileiros do país.

Entre brasileiros e alemães

A capoeira é ao mesmo tempo dança, luta, esporte e música, e pode ser considerada também uma filosofia de vida. Tanto que há pessoas que simplesmente não conseguem ficar afastadas dela. Para Priscila Pimenta, de Belo Horizonte, a prática da capoeira pertence ao dia-a-dia, é como um ritual.

Priscila e o alemão Hariko se conheceram numa roda de capoeira, quando ele visitava o Brasil. A paixão comum pela capoeira se transformou também em romance. O amor levou Priscila pela primeira vez à Alemanha para visitá-lo.

Nas duas semanas em que ficou no país, Priscila gingou quase todos os dias em um parque da cidade de Colônia. Durante idas e vindas entre Alemanha e Brasil, a constante é a prática da luta afrobrasileira.

A capoeira une diferentes países e atua como um embaixador da cultura brasileira. Na maioria dos centros de capoeira, as cantigas que acompanham a roda e os nomes dos golpes são em português, o que leva muitos alemães a entrar em contato com o idioma.

Na Alemanha, existem 27 grupos de capoeira registrados na Embaixada Brasileira em Berlim. Mas o número real é provavelmente bem maior, já que nenhum dos quatro grupos de Colônia, com os quais a reportagem da Deutsche Welle conversou, tinham esse registro.

Desconhecimento

Apesar da popularização, o professor e contra-mestre de Capoeira Cabana chama a atenção para a falta de organização entre as diversas escolas de capoeira da cidade. Cabana acredita que os grupos deveriam deixar de lado a concorrência e realizar mais eventos em conjunto.

O mestre Sorriso trabalha como professor de capoeira em Colônia há 14 anos e está se articulando para mudar essa situação. Ele acredita que esse “desconhecimento” entre os grupos é ruim pra todos. Por isso ele fundou junto com outros nove professores de capoeira o projeto “Capoeira em Colônia” que pretende, a partir de 2015 realizar apresentações públicas mensais de capoeira.

“Estamos abrindo um pouco mais a cabeça, pois percebemos que quanto mais nos apresentamos e divulgamos, a capoeira e os capoeiristas ganham automaticamente, sempre”, observa Sorriso.

 

Fonte: http://www.dw.de/arte-da-capoeira-une-brasileiros-e-alem%C3%A3es-em-col%C3%B4nia/a-18142433

Boa Vista – RR: Casa da Capoeira espaço para a capoeiragem

Casa da Capoeira é espaço para esportistas e divulgação da arte

Local será inaugurado na próxima quinta-feira com café da manhã, apresentação de grupos e recitação de poesias. Espaço é aberto para amantes da arte e população

A Casa da Capoeira está sendo construída em Boa Vista (RR) para reunir os amantes da capoeira e população em geral que queira conhecer o esporte, que também é uma arte. O local, dentro do Parque Anauá, será inaugurado no Dia da Consciência Negra, na próxima quinta-feira, às 9h. Dentro da programação de abertura haverá um café da manhã, exposição de arte plástica, apresentação de grupos e recitação de poesias com o poeta Eliakin Rufino.

Com ideia e execução do Mestre Renato Lopes, que literalmente colocou a ‘mão na massa’ e construiu o espaço com a ajuda de dois pedreiros, o local vai reunir um vasto acervo histórico com dados da capoeira em âmbito mundial, nacional e local. A Casa será aberta para curiosos e todos os grupos que queiram fazer rodas de capoeira.

 A Casa da Capoeira será um pequeno museu e vai reunir material sobre o esporte que não tem na internet. Ela estará aberta para todos os grupos que queiram usá-la. Quem quiser aparecer para uma aula grátis também será bem recebido no espaço do capoeirista. Nossa principal ideia é usar o local como um ponto de divulgação da capoeira – diz Lopes.

Para a inauguração estão confirmadas as presenças de 50 capoeiristas da Venezuela, seis do Acre e praticantes do Amazonas. Quem também estará no local para apresentações e troca de conhecimentos são os mestres Cobra Mansa, Capixaba e Dunga. Da Estônia o professor Cocão será outro presente.

Após ser inaugurada a Casa da Capoeira vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 17h às 21h. A ideia é que depois esteja aberta diariamente, nos três turnos. O idealizador quer que o local incentive novas ações em benefício do esporte.

– A inauguração é só mais um passo do projeto de desenvolvimento da capoeira. Quero depois com a ajuda de parceiros ampliar o horário de funcionamento, inclusive deixo o espaço aberto para que os grupos interessados reservem horários para a realização de aulas de capoeira no local. Espero que a iniciativa incentive a criação de outras casas depois como a do jiu-jítsu, entre outras – fala o Mestre.

Dentro da programação de abertura da Casa da Capoeira, no sábado (17h) e domingo (14h) haverá uma atividade especial no Porto do Babazinho com roda de capoeira, feijoada e show de reggae. 

 

Mão na massa

O Mestre Renato Lopes carregava consigo um antigo desejo de construir uma Casa da Capoeira. Sem querer esperar por ajuda ou apoio, ele mesmo tratou de colocar a ‘mão na massa’. Após um acordo com o Governo de Roraima, o capoeirista começou no dia 16 junho de 2014 a recolher o material que sobrou do arraial realizado no Parque Anauá. Aos poucos a ajuda de apoiadores foi aparecendo.

Após alguns dias recolhendo madeiras (material reutilizável) ele estava com parte do que precisava para iniciar um audacioso projeto. Para isso ele precisava de ajuda e contou com a colaboração de dois pedreiros. Lopes precisou além da habilidade nas rodas e berimbau, de ‘jeito’ com a colher e massa de cimento. No dia 28 de junho começou a obra e a Casa da Capoeira será entregue para a sociedade no Dia da Consciência Negra (20).

Por Bruno Willemon – http://globoesporte.globo.com/

Boa Vista, Roraima

Cidadania: ENTRAR NA RODA


Cantigas de roda | Brincadeiras cantadas

Contação de história | Construção de brinquedos

 

No dia 25 de outubro de 2014 (sábado), das 15 às 17 horas, o Projeto 

Cirandando Brasil, comandado por Nairzinha, dá continuidade ao seu 
projeto de resgatar a cultura da brincadeira no Brasil. Atividade realizada 
no Museu Carlos Costa Pinto, para crianças de todas as idades 
(acompanhadas com responsável)com entrada franca.
 
Ajude o LAR VIDA doando uma lata de leite.
 

Mais informações: www.cirandandobrasil.com.br

 

SERVIÇO:

ENTRAR NA RODA
Data: 25 de outubro de 2014 (sábado)
Horário: das 15 às 17 horas
Local: Museu Carlos Costa Pinto
Público alvo: Crianças da Cidade do Salvador 
(crianças acompanhadas com responsável)
Atividade Gratuita

ONG mapeia influência da cultura africana no Morro da Mangueira

PUBLICAÇÃO MAPEIA PRÁTICAS AFRICANAS NA MANGUEIRA

Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira

Será lançado no próximo dia 16, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), a publicação “Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira”, que reúne relatos, entrevistas e fotos contando o surgimento da comunidade da zona norte do Rio, além de resgatar a cultura afro-brasileira da região. Iniciativa da ONG Arte de Educar, o levantamento foi feito por estudantes de 7 a 16 anos, que mapearam e entrevistaram personagens que ajudam a contar a história das influências africanas na Mangueira. Os pesquisadores-mirins também participaram de rodas de conversas com representantes de religiões africanas. “É uma forma de promover diversidade religiosa na educação”, comenta a gestora de projetos da Arte de Educar, Lolla Azevedo, em entrevista à Agência de Notícias das Favelas. Além da publicação, a ONG também fez um mapeamento socioambiental dos desafios encontrados e um vídeo das tecnologias populares existentes na favela.

Estudantes lançam mapa da cultura africana da Mangueira

Os moradores da favela da Mangueira, zona norte do Rio, poderão conhecer muitas histórias escondidas sobre suas origens africanas, que vão muito além do samba. A publicação ‘Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira’, produzida pela Arte de Educar e estudantes, reúne relatos, entrevistas e fotos que contam o surgimento da comunidade e resgatam a cultura afro-brasileira na região. O lançamento será no dia 16 de outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), na Quinta da Boa Vista.

Em percursos diários a vielas, diferentes localidades e casas da Mangueira, estudantes da Arte de Educar, de 7 a 16 anos, mapearam e entrevistaram personagens que ajudam a contar a história das influências africanas na comunidade.

De acordo com Lolla Azevedo, gestora de projetos da Arte de Educar, o levantamento valoriza a cultura local e aproxima crianças e jovens do aprendizado. “Valorizamos as diferenças e, através delas, criamos os diálogos. Aprendemos com os diferentes. Com nosso trabalho buscamos formar pessoas curiosas, observadores e que possam transformar suas próprias realidades”.

Os estudantes também participaram de rodas de conversas com representantes religiões africanas. “É uma forma de promover diversidade religiosa na educação”, comenta Lolla.

Das benzedeiras às parteiras

Nas pesquisas de campo, os estudantes descobriram que a Mangueira ainda preserva viva uma antiga crença: cuidar de saúde com “benzimento”, uma forma antiga de tratar várias doenças com amuletos, chás, garrafadas e ervas medicinais, usada desde a Idade Média na Europa.

Passando de geração a geração, as rezadeiras, curandeiras e benzedeiras são como guardiãs da memória de uma cultura popular africana que se propaga. Dona Ivanise, conhecida na comunidade como Dona Neném, é quem explica: “Quando a mulher se torna mãe, ela aprende a rezar seus próprios filhos”. Ela afirma que sempre cuidou dos filhos com ervas medicinais, pois aprendeu com sua mãe. Muito procurada e conhecida na comunidade, Dona Neném explica que é curandeira, não rezadeira. “A curandeira não reza, trabalha com as ervas”.

Já Dona Esmereciana Santos de Sena, 68, além de rezadeira, era também parteira. Mais conhecida como Dona Diara, também aprendeu a rezar com sua mãe e nunca mais parou. Ainda reza e, atualmente, ensina seus dois netos, para que essa atividade não se perca na comunidade.

Dona Luzia é uma das mais antigas rezadeiras da Mangueira. Com 95 anos, acompanhou o crescimento da comunidade e o desenvolvimento da cidade. Na pesquisa com os estudantes, ela lembrou de uma prática bastante comum realizada quando alguém fraturava pernas ou braços. “Era comum esquentar a clara de ovo e imobilizar a região fraturada com alguns pedaços de bambu e panos embebidos. O tempo de imobilização, segundo ela, variava de acordo com a idade da pessoa. Uma criança de 10 anos, por exemplo, ficava com a tala por 10 dias”, conta.

Professor Kong: luta pela valorização da capoeira

Carlos Silva, o Kong, é atualmente um dos únicos educadores que propagam a prática da capoeira no morro da Mangueira. Praticante desde 1986, no projeto Re-criança, com o mestre Canguru, Kong treinou com o contramestre Corisco, o mestre Parazinho e atualmente está treinando com o mestre Bahia.

Trabalhando com educação integral na Arte de Educar, há cinco anos, Kong desempenha também um trabalho no condomínio Mangueira 2 com crianças e adultos da localidade, envolvendo capoeira socioeducativa. “A capoeira não é muito valorizada na comunidade”, lamenta Carlos.“Por ser considerada dança e não luta, muitos meninos não se interessam tanto”. Outro preconceito toca na questão da intolerância religiosa e da associação entre capoeira e religiões de matrizes africanas.

Segundo Kong, o estigma sobre a capoeira e ser capoeirista está mudando, com a valorização de algumas práticas culturais africanas, mas ainda há algum preconceito, que atinge não só a capoeira, mas todas as práticas culturais de origem africana.

Inovação do ensino

A pesquisa das práticas culturais africanas na Mangueira foi realizada pelo Núcleo de Memória da Arte de Educar. Nele, são desenvolvidas oficinas de fotografia, vídeo e criação de textos com o objetivo deproduzir reflexões das identidades socioculturaisda comunidade, em diálogo com as demais produções contemporâneas, através do olhar do jovem para a sua realidade.

Em 2013 e 2014, as pesquisas de campo foram desenvolvidas também em diálogo com experiências de dois parceiros: a EMOP (Empresas de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro), responsável pelas obras a serem realizadas no PAC 2, e um grupo da Argentina que visitou a Arte de Educar, o Fronteras Migrantes.

Além da publicação ‘Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira’, a Arte de Educar também fez um mapeamento socioambiental dos desafios encontrados e um vídeo das tecnologias populares encontradas na favela.

 

Fonte: Agência de Notícias das Favelas

 

Capoeira ajuda a “Integrar Jovem na Sociedade”

Líder comunitário, Davison Coutinho discorre sobre a importância do esporte na inserção social de jovens moradores de favelas, em texto publicado pelo Jornal do Brasil. “A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. O esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime”, argumenta. O autor cita projetos bem-sucedidos como o grupo Acorda Capoeira e a escolinha de futebol de Condy Ximenes

Favela 247 – Membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, Davison Coutinho destaca a importância do esporte na integração na sociedade de crianças e jovens oriundos de favelas. Em artigo publicado na coluna Comunidade em Pauta, do Jornal do Brasil, na última quinta-feira (dia 19), o líder comunitário apresenta o trabalho sociocultural desenvolvido na Rocinha pelo grupo Acorda Capoeira, com mais de 60 participantes, e pela escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes.

“A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano”, argumenta Coutinho.

 

Esporte e educação: caminhos para transformação e inclusão social

A educação que uma criança recebe em seus primeiros anos é um legado que é levado por toda sua vida. Cada ensinamento, por mais simples que seja, é a semente que irá brotar no coração dos futuros cidadãos de nossa sociedade. O esporte é um excelente caminho para a criança ocupar a mente e desenvolver o corpo. É essencial para o crescimento da criança como um todo. Uma criança que pratica esporte apende a trabalhar em equipe e compreende a importância do próximo no convívio social.

O esporte tem a capacidade de integrar crianças e jovens das comunidades na sociedade, transformar suas vidas e reduzir os preconceitos e estereótipos. A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano.

O grupo Acorda Capoeira desenvolve um trabalho sociocultural na Rocinha e em comunidades parceiras, desde sua formação em 2004. No entanto a capoeira já é ensinada as crianças da comunidade há mais de 30 anos pelo percussor e fundador do grupo Mestre Manel que chegou da Bahia, ainda jovem e despertou o afeto da criançada ensinando capoeira. As aulas acontecem na Escola Municipal Paula Brito, são mais de 60 participantes, muitos alunos já viraram multiplicadores desta ação e levaram a capoeira para outras comunidades e até mesmo para Noruega, China e Itália.

“Comecei dando aula no Centro Comunitário da Rua 02, há 34 anos e depois o projeto foi crescendo e indo para outros locais. Eu fazia muitas rodas no largo do Boiadeiro e quase toda galera da Rocinha foi meu aluno. Tenho alunos viajando para fora do Brasil, levando capoeira. Estou formando aqui professores e cidadãos para vida. A capoeira é uma riqueza para esses jovens, aqui ele aprende falar inglês, tocar instrumentos e aprendem nossa cultura. Meu sonho é poder ter uma sede aqui dentro para ministrar diversos cursos para criançada, com lanche e almoço, um espaço com diversos saberes”, diz Mestre Manel, fundador do Acorda Capoeira.

Entre os participantes mais antigos o grupo tem o mestrando Caixote que aprendeu a capoeira com o Mestre Manel há mais de 20 anos e hoje está a caminho de ser mestre na área. “Eu conheci a capoeira, aqui no local onde a gente treina, eu tinha oito anos, quando o mestre Manel fez um trabalho voluntário na escola… continuei treinando e estou com ele até os dias de hoje, são mais de 20 anos. Sou aluno que virou professor. Graças a Deus nosso trabalho vem sendo reconhecido não só no Brasil, mas em outros países. Com todo esforço do nosso trabalho a capoeira proporciona a esses jovens a disciplina, educação, saúde e incentiva o esporte”, diz mestrando Caixote do Grupo Acorda Capoeira.

A Escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes também é um projeto esportivo que tem oferecido muitas oportunidades aos jovens da comunidade. São diversos os campeonatos e participações que os alunos fazem. O futebol promove uma integração entre jovens de diversas classes sociais, o que rola dentro do campo é algo único, onde o preconceito e as diferenças ficam de lado e dão lugar ao espirito esportivo, onde o trabalho em equipe é fundamental.

A libertação por meio do esporte e educação vem como resultado de um viver criativo e cheio de emoções, permitindo o esquecimento das grandes dificuldades, dando esperança ao amanhã. Quando se transforma o indivíduo através dessa associação, se muda o todo, permitindo assim que ele possa ampliar sua capacidade de percepção e potencializar seus conhecimentos.

O esporte não se limita apenas aos benefícios físicos em relação a saúde, sua potencialidade, pelo contrário ele ultrapassa e promove a construção social e o desenvolvimento do cidadão de maneira geral, melhorando seu convívio familiar, escolar e social. Então, vamos lá comunidade, vamos inscrever nossas crianças e jovens em projetos de esporte e educação para que tenham um futuro promissor.

*Davison Coutinho, 24 anos, nasceu e mora na Rocinha. Bacharel em Desenho Industrial, mestrando em Design, funcionário da PUC-Rio, membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária

Jornal do Brasil

Escola utiliza capoeira como forma de incentivo ao esporte em Porto Calvo

Alunos realizaram um apresentação do jogo no pátio da escola.
Eles apresentaram ainda o que aprenderam sobre alimentação saudável.

Os alunos da Escola Municipal Domingos Fernandes Calabar, localizada no povoado Mangazala, na cidade de Porto Calvo, vem utilizando a capoeira como forma de incentivo ao esporte. Como parte do projeto ALTV na Sala de Aula, os estudantes realizaram uma apresentação no pátio da escola e apresentaram o que aprenderam sobre a importância de uma alimentação saudável.

Para montar o grupo de capoeira existente hoje na escola, os professores convidaram um mestre. Como a escola fica localizada em uma comunidade remanescente de quilombolas, os elementos que remetem a origem do jogo estão por todos os lados. Já a apresentação, realizada no pátio da escola, contou com a presença dos alunos de ensino fundamental.

“No início ninguém queria fazer, mas com o tempo fomos aprimorando. A capoeira não é só um prática esportiva, mas também uma filosofia de vida.” conta o aluno Jadson Oliveira. Segundo a coordenadora Magda Vanderlei, a ideia era trazer a identidade local à tona junto a prática de exercícios. “Trouxemos também os pais para dentro da escola e eles estão encantados com a participação de seus filhos neste projeto”, afirma Magda.

A prática tem deixado bons frutos entre os alunos da Educação de Jovens e Adultos, que também participam das aulas. “A capoeira é uma dança, não é para praticar o mal, apesar de ser uma luta. A capoeira também é educação, aprendi coisas boas com ela.” partilha o aluno José Márcio César.

Os alunos também apresentaram o que aprenderam sobre o papel das vitaminas e a importância de uma alimentação saudável. “Temos sempre que nos alimentar bem para praticar uma atividade física melhor”, diz um dos alunos. “Estamos aprendendo a importância de cada tipo de vitamina”, conta a aluna Vanessa Maria Gomes dos Santos, do 9º ano.

 

http://g1.globo.com/