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Porto: Pedagogia e Metodologia no Ensino e na Prática da Capoeira

“Pedagogia e Metodologia no Ensino e na Prática da Capoeira” – Porto – Novembro 2013

Convidado Especial: Mestre Skysito


* Justificativa:

Um encontro de amigos, uma iniciativa conjunta de uma equipe de profissionais preocupados com a crescente e nuclear necessidade de unir seus grupos e pares, objetivando o pleno e democrático desenvolvimento da capoeira.

Desde a sua criação, o “Coletivo Capoeira”, vem trabalhando orgânica e incansavelmente para contribuir com o desenvolvimento da capoeira. Dele fazem parte diversas lideranças de vários grupos de capoeira, juntamente com estudiosos e alunos interessados, bem como outros participantes eventuais.

 

* O Coletivo (Presenças Confirmadas):

  • Mestre Magoo – Associação de Capoeira Negro Nagô de Angola
  • Mestre Barão – Lagoa da Saudade
  • Mestre Pernalonga – Arte Nossa
  • Mestre Caramuru – Porto da Barra
  • Contramestre Fantasma – Relíquia de Espinho Remoso
  • Contramestre Careca – CCCB
  • Contramestre Papagaio – Ginga Camará
  • Contramestre Milani – Portal Capoeira
  • Professor Salles – Grupo Zumbi
  • Professor Pelé – Lagoa da Saudade
  • Professor Stress – Lagoa da Saudade
  • Professor Lesma – Interação
  • Professor Tijolo – Irmãos Guerreiros
  • Professor Uires – Sul da Bahia

 

* Conteúdo/Programação:

 

02 de Novembro de 2013
16:00  ás 18:00
Vivência e  Mesa Redonda (Apenas para Profissionais)

 

03 de Novembro de 2013
15:00  ás 17:00
Vivência e Workshop

17:00  ás 18:00
Roda de Capoeira
(Aberto para todos os participantes)

 

Cidadania:

Todos os participantes do Encontro, inclusive os convidados e amigos, estão “convidados” a contribuir com 1Kg de Alimento não perecível que será destinado a uma entidade para crianças carenciadas (Causa das Crianças)

http://acausadacrianca.org

 

Serviço/Informações:

Local: Lagoa da Saudade
R. Duque de Saldanha, 301
4300-465 – Porto

 

* Inscrições / Outras Informações:


Tags:
coletivo capoeira, confraria, agremiação, associação, círculo, companhia, grémio, instituição, irmandade, liga, porto, matosinhos, gaia, mar shopping, parque da lavandeira.

Capoeira na Palestina: uma turnê de resistencia da escravidão a ocupação

Coletivo de Capoeira Liberdade – Palestina está organizando uma turnê-evento com capoeiristas na semana entre 24 de Outubro e 1 de Novembro de 2013. A turnê-evento vai envolver oficinas, rodas e viagens pela Palestina, e será uma oportunidade rara para capoeiristas palestinos e do resto do mundo para se encontrar e interagir.

“Palestina sim sim sim… ocupação não não não não.” Para palestinos vivendo sob ocupação militar, a historia da capoeira de resistência soa como uma melodia especial. Como muito iniciantes no mundo da capoeira, muitos palestinos são atraídos pelos acrobáticos movimentos desta arte – mortais, au sem mãos, bananeiras.  Mas com o passar do tempo, a capoeira começa a ganhar uma dimensão e um significado mais profundo.

“Quanto mais eu aprendia sobre a historia, mais interessada eu ficava,” diz Zeina, que participa de um novo coletivo de palestinos praticando capoeira em Ramallah, a principal cidade da Cisjordânia. “Os temas abordados na capoeira ecoam a realidade que nós vivemos como palestinos: opressão, resistência,  ânsia por libertação”. Embora a vida sob ocupação militar não seja a mesma como na escravidão, Zeina explica que para todo povo oprimido, “é bom escutar sobre as lutas dos outros; aprender lições que outros aprenderam pelo caminho mais difícil.

Apoiar o turnê e o Coletivo de Capoeira Liberdade!

Como a capoeira continua a se expandir e crescer para alem das fronteiras brasileiras, vale a pena perguntar se o mundo da capoeira no século 21 tem aprendido estas lições – especialmente quando se trata da questão Palestina.

Ramallah fica no lado leste do que muitos chamam de ‘muro de apartheid israelense’, uma enorme barreira feita de cercas eletrificadas e colunas de concreto de até 8 metros de altura, cobrindo mais de 700 quilometros e se infiltrando em terras palestinas. Palestinos com carteira de identidade da Cisjordânia, incluindo a maioria dos membros do Coletivo de Capoeira Liberdade – Palestina, somente são capazes de atravessar o muro obtendo autorizações especiais, o que não são faceis de conseguir.

A rota do muro se infiltra profundamente no território ocupado, cortando acesso dos palestinos à suas famílias, terras cultiváveis, o Mar Mediterrâneo, e a cidade santa de Jerusalém. Para palestinos capoeiristas na Cisjordânia, o muro também significa que, sem autorização especial, eles não tem como participar dos vários grandes eventos e batizados que acontecem em Israel todo ano, que são regularmente atendidos por mestres e professores do Brasil e outros países.

Embora Israel alegue que o muro foi construído por razões de segurança, muitos dizem que Israel tem usado o muro para anexar ilegalmente enormes blocos de colonias localizados dentro da Cisjordânia. Hoje, mais de 600 mil cidadãos judeus-israelenses vivem em colonias em toda a Cisjordânia, incluindo a ocupada Jerusalém Oriental, no meio de mais de 2 milhões de palestinos sem cidadania. Colonos vivem em condomínios fechados e dirigem nas estradas israelenses que são geralmente fora do limite para palestinos da Cisjordânia. Eles são governados pelo Direito Civil israelense, ao contrário dos palestinos, que são governados por uma combinação de administração palestina e controle militar israelense. Colonos também tem acesso priveligiado a recursos escassos na região, como a água.

Capoeiristas de todo o mundo podem ficar surpresos de saber que, apesar de um crescente boicote internacional aos produtos e empresas baseadas nas colonias da Cisjordânia, várias das colonias ilegais de israelenses possuem aulas de capoeira, ligadas a grandes grupos de capoeira geralmente baseados em Israel. Uma lista recente inclui a mega-colonia de Ariel, e mais Oranit, Talmon, Givat Ze’ev e Alfe Menash.

A importância deste fato para o nome da capoeira – uma forma de arte que carrega consigo uma poderosa mensagem de liberdade – não pode ser substimada. Ao oferecer aulas nas colonias, os grupos de capoeira estão lucrando (talvez inadvertidamente) em cima da ocupação e confisco de terras palestinas, e ao mesmo tempo ajudando a normalizar a existência de colonias ilegais israelenses.

“Isto é uma ofensa para a capoeira”, diz Karam, membro do coletivo de Ramallah. “Simplesmente não faz sentido se você pensa sobre o que a capoeira representa.”

A exitência de capoeira nas colonias, com o apoio de vários dos principais grupos israelenses, levanta graves questões para o mundo da capoeira. Existem limites para a expansão mundial da capoeira? A ideia que a capoeira pode ser aprendida por todos –  exceto por “aqueles que não querem aprender”, como na frase famosa de mestre Pastinha – se aplica a ensinar capoeira em todo lugar? As mensagens de libertação da capoeira espalhadas abertamente vão alem da retórica? Será que o boicote internacional de produtos e empresas operando nas colonias ilegais deveria se extender para os grupos de capoeira?

Não existem respostas faceis aqui, mas se nós vamos levar a serio as lições da historia da capoeira, nos parece apropriado pensar seriamente nestas questões.

 

 

The Capoeira Freedom Collective – Palestine is hosting a week-long capoeira tour-event from October 24-November 1, 2013. The tour-event will involve workshops, rodas and tours throughout Palestine, giving capoeiristas both from abroad and the West Bank a rare chance to meet and interact.

“Palestina sim sim sim… ocupação não não não não.” For Palestinians under military occupation, capoeira’s history of resistance sings a special tune. Like many newcomers to the world of capoeira, many Palestinians are simply attracted to the more flashy sides of the art—mortais, au sem maos, bananeiras. But as time progresses, capoeira begins to take on deeper, more profound meanings.

“The more I learn about the history, the more interested I become,” says Zeina, a member of a new collective of Palestinians practicing capoeira in the West Bank city of Ramallah. “The themes in capoeira echo the reality we live as Palestinians: oppression, resistance, longing for liberation.” Though life under occupation is not the same as slavery, Zeina explains that for all oppressed people, “it’s good to hear about the struggles of others; to learn lessons that others learned the hard way.”

Contact capoeira.palestine@gmail.com to join us on the tour.

As capoeira continues to grow and expand across borders, it is worth asking whether the capoeira world in the 21st century has learned such lessons—especially when it comes to the question of Palestine.

Ramallah lies on the eastern side of what many call the ‘Israeli Apartheid Wall’—an enormous barrier made up of electrified fencing and up to 8-meter high concrete columns stretching over 700 kilometers—snaking through Palestinian land. Palestinians with West Bank IDs, including most members of the newly formed Capoeira Freedom Collective – Palestine, are only able to traverse the Wall if they obtain special permits, which are not easy to get.

The Wall’s route runs deep into occupied territory, cutting Palestinians off from relatives, farmlands, the Mediterranean Sea, and the holy city of Jerusalem. For Palestinian capoeiristas in the West Bank, the Wall also means that, without permits, they are cut off from the many large-scale capoeira events hosted in Israel every year, which are regularly attended by mestres and other teachers from Brazil and elsewhere.

Although Israel claims that building the Wall was for security reasons, many say that Israel has used the Wall to annex large illegal settlement blocs located within the West Bank.  Today, over 600,000 Jewish-Israeli citizens live in settlements throughout the West Bank, including occupied East Jerusalem, amidst over 2 million non-citizen Palestinians. Settlers live in gated communities and drive on Israeli roads that are generally off-limits to West Bank Palestinians. They are governed under Israeli civilian law, as opposed to Palestinians who are ruled under a combination of Palestinian administrative and Israeli military law, and are provided with far superior access to scarce resources such as water.

Capoeristas around the world may be surprised to learn that despite a growing international boycott of settlement goods and companies that operate in West Bank settlements, several of the illegal Israeli colonies in the West Bank host capoeira classes, satellites of larger capoeira groups usually based in Israel. A recent list includes the mega-settlement of Ariel in addition to Oranit, Talmon, Givat Ze’ev, and Alfe Menashe.

The significance of this for the name of capoeira—an art form which carries with it such a powerful message of freedom—cannot be understated. By providing classes in settlements, capoeira groups are profiting (perhaps inadvertently) from the occupation and confiscation of Palestinian land while helping to normalize the existence of illegal Israeli settlements.

“It’s an offense to capoeira” says Karam, a collective member. “It simply doesn’t make sense if you think about what capoeira represents.”

The existence of capoeira in settlements with the support of several major Israeli groups poses serious questions to the capoeira world. Are there limits to capoeira’s worldwide expansion? Does the idea that capoeira can be learned by all—except by “those who don’t wish to,” as Mestre Pastinha famously said—apply to teaching capoeira everywhere? Do the widely espoused liberatory messages of capoeira go beyond rhetoric? Should the international boycott ofcompanies operating in the settlements extend to capoeira groups?

There are no easy answers here, but if we are to take the lessons of capoeira’s history seriously, it seems fitting that these questions be given some serious thought.

 

Para maiores informações: capoeira.palestine@gmail.com.

Lançamento 2ª edição do livro “Mestres e capoeiras famosos da Bahia” – Pedro Abib

Mestres e capoeiras famosos da Bahia (2ª edição), de Pedro Abib, no Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013

Realizado através de pesquisa coordenada por Pedro Abib, Mestres e capoeiras famosos da Bahia é um dos livros que compõe a programação do Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013. Dando continuidade às comemorações dos 20 anos da Editora, o lançamento coletivo deste mês acontecerá no auditório da Faculdade de Comunicação (FACOM-UFBA), das 17h30 às 20h30, no dia 02 de abril. Além de sessão de autógrafos, o evento contará com uma mesa-redonda, na qual autores e organizadores poderão interagir com o público. O acesso é gratuito.

“Sem a lembrança dos antepassados (serão ancestrais?), a capoeira não tem (en)canto”, afirma Frederico José de Abreu no prefácio da obra, e tal lembrança é a principal característica do livro. Ao longo de seus capítulos, são trazidos diversos nomes de importantes mestres para a história da capoeira baiana, como Besouro, Bimba, Pastinha, Bobó, Ferrerinha de Santo Amaro, entre outros.

O livro é resultado das pesquisas realizadas pelo Grupo MEL – Mídia, Memória, Educação e Lazer da Faculdade de Educação da UFBA. Atualmente, Pedro Abib é coordenador do Grupo GRIÔ: Culturas Populares, Diásporas Africanas e Educação, da Faculdade de Educação da UFBA

 

Serviço

O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013

Quando: 02 de abril, terça-feira, das 17h30 às 20h30

Onde: Auditório da Faculdade de Comunicação – UFBA (Campus Ondina, Rua Barão de Jeremoabo, s/n, Ondina – Salvador, Bahia)

Quanto: entrada gratuita

 

Informações adicionais sobre o livro

ISBN: 978-85-232-0562-1

Ano: 2013

Área: Artes cênicas e recreativas; esportes

Número de páginas: 188 p.

Formato: 17 x 24 cm

Preço de lançamento: R$ 30,00

 

Daniele Marques
Assessoria de Comunicação
Editora da Universidade Federal da Bahia

Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba

Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba, de Sérgio Fachinetti Doria, no Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011

Com o irreverente título Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba, de autoria de Sérgio Fachinetti Doria, esta obra integra a programação do Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011, que acontece no próximo dia 15, quinta-feira, às 17h30, na Biblioteca Universitária de Saúde da UFBA, em Salvador. Na ocasião, o autor recebe o público, que pode adquirir o livro por um preço especial.

Alguns aspectos da diversificada cultura brasileira são desvendados ao longo desta obra. A capoeira, expressão de luta do povo negro e uma arma para a saída das senzalas, no período da escravidão, e os capoeiristas, altamente discriminados e perseguidos, são abordados com um olhar crítico, a partir de lembranças e estudos do autor sobre Mestre Bimba e sua academia. Nascida nos tempos da escravidão e uma arte essencialmente brasileira, a capoeira foi trabalhada de forma sistemática por Mestre Bimba nas décadas de 1920 e 1930.

Após percorrer a história de Mestre Bimba e de sua academia, expondo, por exemplo, aspectos sobre seus ensinamentos, o local das aulas e a repercussão de uma campanha de marketing realizada por ele e seu grupo nos jornais soteropolitanos, o autor presenteia os leitores, ainda, com um caderno de fotos do Mestre.

 

Informações adicionais sobre este livro

ISBN: 978-85-232-0833-2

Número de páginas: 107

Ano: 2011

Formato: 15 x 21 cm

Preço promocional de lançamento: R$ 20,00

 

Serviço

O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011

Quando: 15 de dezembro de 2011, quinta-feira, às 17h30

Onde: Biblioteca Universitária de Saúde da UFBA (Rua Basílio da Gama, s/n, Canela – Salvador, Bahia)

Quanto: entrada gratuita

 

Laryne Nascimento

Assessoria de Comunicação

Editora da Universidade Federal da Bahia

Telefone e fax: (71) 3283-6160

www.edufba.ufba.br | imprensaedufba@ufba.br

Crônica: “A Arca da Capoeira”

Ela está com a rampa aberta para você subir!
 
Indivíduos estimulados a agirem sozinhos! Foi assim comigo, contigo e acontece com as mais novas gerações. Lembrem-se das avaliações escolares. Os castigos mais severos recaiam sobre os alunos que mais conversavam. Nossas classes de aulas, ainda possuem cadeiras enfileiradas, isoladas, ou seja, umas atrás das outras. O que se enxerga são as costas de nossos colegas quando deveríamos olhar nos olhos. Fomos, e ainda somos objetos em que se busca o sucesso, o status, e o dinheiro. Desde os primeiros anos na vida escolar, e até nos próprios berços, cercados de “caros badulaques” para que não choremos; o que espera é um cidadão “vencedor” que irá ter um ótimo emprego com altos salários e vivendo todo o capital que Karl Marx já havia previsto.
 
Nas escolas passamos em média 15 anos sentados em um espaço de aproximadamente meio metro quadrado ouvindo, ouvindo e ouvindo. Às vezes falamos, mais aí somos advertidos. Quando estamos prontos para começar a ter o tão sonhado sucesso, viramos máquinas. Máquinas de produzir, bater metas e buscar “benz” materiais. Mercedes-Benz!!! Se for BMW está valendo. Ah, e na maioria dos casos ainda continuamos sentados por mais 30 ou 40 anos. Só iremos levantar quando não temos mais idade nem para caminhar durante dez minutos.
 
Manfred Eigen, Prêmio Nobel de química em 1967, citou em seu livro O jogo: as leis naturais que regulam o acaso, que a sociedade humana organizada seria algo que superaria a individualidade. Não desmerecendo a conquista da individualidade, mas afirmando que é necessário superar o estado atual, autocentrado no indivíduo, para atingir o estado de descentralização, na qual se vive cooperativamente, de modo que o individual jamais é superior ao coletivo, e o coletivo, por sua vez, não suprime o indivíduo. Mas infelizmente não é isso que aprendemos em nossos caminhos cognitivos.
 
E será que é isto que ensinamos enquanto educadores, professores, mestres, doutores e porque não sonhadores? Será que estamos atentos à necessidade do coletivo em contrariedade ao individualismo? Pausa para análise… continuando… Mesmo próximo aos nossos olhares, o treino para vivermos a sós é alimentando fora das escolas e das salas,ou melhor; “senzalas de aula”. Os alunos passam boa parte de seu tempo fora das escolas em frente a computadores e televisores. Num aparente contato com o mundo. Frio e sem emoção. Infelizmente (e não gostaria de escrever novamente esta palavra ao menos neste ensaio) condicionados a não fazer bom uso dos avanços que a tecnologia nos possibilita.
 
 
No início de outubro deste ano o consultor de recursos humanos Ary Itnem Whitacker, de 46 anos, saiu em pleno horário de almoço na Avenida Paulista, a mais movimentada de São Paulo, carregando uma placa em que se está escrita, em letras garrafais, a frase “Dá Um Abraço”. Fazendo uma alusão de como a tecnologia criou um mal chamado de “inércia do afastamento”. O leitor deve estar se perguntando onde quero chegar com este papo de individualismo, isolamento tecnológico e rede de ensino equivocada. É simples, basta pensar em quanta gente nós conhecemos sem ao menos ouvir a voz. Pense, reflita!!! Loucura esta realidade que até certo tempo atrás não passava de ficção. Os avanços tecnológicos são positivos para nosso momento. Sim, são excelentes! Estas palavras só chegam até vocês através deles. Só precisamos utilizar estes recursos para um lugar comum. Um lugar bacana que talvez tenha o nome de “United City”, ou melhor, a Cidade da União. Particularmente para a nossa classe de trabalhadores braçais e gladiadores urbanos, os capoeiristas, esta “cidade” seria muito promissora, independente de partidos políticos e com legislação autônoma criada por nós. Será que estou viajando muito??? Voltando á www, quanta gente bacana eu não conheci pela tal internet. Quer dizer, tal sou eu, pois a internet é mais conhecida que qualquer um de nós. Talvez eu não possa dar um abraço num amigo virtual ou até mesmo desenrolar um jogo, numa roda real; concreta. Mas posso fazer uma chamada para um laço que há tempos está atado. Um laço que se desfaz com uma boa negaça levando ao chão as mãos de nossos nobres capoeiras e indo de encontro ao nosso sentido de coletividade. É aquele mesmo ideal coletivo que nos negaram há certo tempo atrás. Não podemos nem culpar ninguém por isso. Não houve estimulo para caminharmos todos juntos. Mas ainda há tempo!
 
O cérebro está em perfeita atividade e o coração ainda bate forte e compassado e estamos todos no mesmo barco. Talvez ele nos lembre um conhecido por aí como Arca de Noé. Um barco que não quer contar com tripulação distinta ou desunida. Não tem brasão ou escudo definido. Mas sim um barco que nos conduz para uma vida mais gratificante. Um barco que deve seguir mesmo que para isto tenhamos que empunhar os remos e trabalhar em sincronia. Um grande barco que apesar do “cheiro” de navio negreiro deve ainda carregar esta história. Não a negando; mas sim a enaltecendo. Uma embarcação que tem nos seus porões gente de todo tipo, não amarradas mas desamarrando tristeza, ódio e vaidades. Um grande barco para o ensino, os estudos e a reflexão e porque não para a recolocação social para ser simplista. Talvez Zumbi dos Palmares tenha tentado construir este barco e aguardava no quilombo, juntamente com sua tripulação, o momento certo de levá-lo ao mar. Um barco que seguirá o seu rumo dependendo de nossas metas e de como estabelecemos esta rota.
 
Um grande e lindo barco chamado apenas de CAPOEIRA!
 
Professor Beija-Flor
São Bernardo do Campo/S.P
Link: http://bfcapoeira.vilabol.com.br
e-mail: beijaflorcapoeira@yahoo.com.br
Projeto Beija-Flor Capoeira Para Todos e Grupo de Capoeira Macungo